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Lembram quando falei sobre VideoGame Arte na Epiquisidade Pura? (clique aqui para ver) Quem diria que logo depois de escrever aquele monte de blablabla informação, iria acabar jogando o que já acho ser o melhor jogo independente que joguei este ano? (sim estou empolgado)

Anunciado na E3 desse ano na conferência da Ubisoft o game Valiant Hearts: The Great War apareceu com uma proposta típica de artistas querendo conquistar o seu espaço. Um tema que todos conhecem mas não dominam, gráficos diferentes e estilizados e a promessa de uma história emocionante.
Já perdi as contas de quantos jogos de guerra já joguei com a história focada na Segunda Guerra Mundial… Medal of Honor, Call Of Duty, Battlefield e entre outros. Mas admito que é a primeira vez que jogo um que usa como cenário a primeira guerra. Por ser mais “pop” se é que posso dizer isso, a segunda guerra mundial possui muito mais notoriedade entre os jovens, mas através deste jogo aprendemos que o primeiro grande confronto global, teve inúmeros momentos épicos e também inúmeros horrores.

Valiant Hearts nos traz quatro personagens com passados completamente diferentes mas que acabam se unindo no decorrer dos principais eventos da primeira guerra mundial em diferentes partes da Europa. O Francês Emile, pai de uma jovem que foi obrigada a ver o seu noivo alemão Karl ser deportado da França devido ao início das hostilidades germânicas. E depois de algumas semanas Emile também é recrutado pelo exército francês a se juntar ao front de batalha oriental. Temos o Americano Freddie, que possuía uma vida confortável e agradável, mas que foi arrancada dele por um poderoso barão Alemão, que agora é um dos principais generais inimigos. Freddie se alista então na Legião Estrangeira com o objetivo de derrotar o maior número de alemães possível. Temos a Belga Anna, uma jovem formada em veterinária que viu sua vida e seu país se transformarem num enorme campo de batalha, enquanto tenta achar o pai, sequestrado pelos alemães e costura feridos nas trincheiras. E Karl o alemão que se vê num enorme dilema, servir ao seu país na guerra ou proteger a vida de seu sogro.

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Cada personagem possui um backgroud incrível que incentiva o jogador a querer ir cada vez mais a fundo para descobrir mais sobre a história do personagem e para saber como será o seu desfecho. O jogo ainda conta com um quinto personagem. Um pastor alemão resgatado por Emile durante um cerco do exército francês. O cachorro, auxilia Emile não só na parte da exploração, mas também na resolução de enigmas de fase. E convenhamos… quem não curte um mascote, mesmo nos games? Há no jogo os clássicos pequenos enigmas e o bônus de ter que achar objetos históricos em cada cena para a sua coleção. Alguns relacionados a história dos personagens, outros relacionados a história da guerra. A jogabilidade em geral não traz nenhuma grande inovação, apenas o bom e velho jogo de plataforma, em gráfico 2D cartunizado e acreditem quando digo que mesmo com essa simplicidade técnica, o jogo chuta bundas de grandes apelões dos gráficos fodões.

Um dos pontos fortes do jogo é o alto nível de inserção de cultura. Cada novo capítulo da trama se desenrola em um novo evento significativo para a história da Primeira guerra, resultando em fases onde o jogador literalmente vive a batalha contada nos livros de história, como a grande corrida de taxis do Marne (sério, essa parte é sensacional), o bombardeio alemão executado com Zepelins, o início da guerra das trincheiras e o uso dos gases venenosos em batalha. A fim de inteirar o jogador do ambiente em que está, a cada nova fase, são liberados cards com fotografias reais, explicando o contexto histórico presente, tornando um simples jogo independente na mais fantástica aula de história que já tive.

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Por fim devo dizer que este é o tipo de jogo de guerra que estava faltando no mercado, não só por se tratar de um momento histórico sem muita atenção dos holofotes, mas por ser uma nova maneira de contar a história de uma guerra, não como um filme de ação, mas como uma obra prima da sétima ou oitava ou sei lá que arte, que faz com que o jogador entenda o que realmente se passa na guerra, como se sente um soldado em meio ao horror trazido por ela, e de quebra ainda aprender história de uma maneira intuitiva e emocionante. Altamente recomendado a fãs de jogos independentes e fãs de História Mundial.

ERIC_ASS

  • Miho

    Minha reação ao terminar este jogo: