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Avante Renegados!!
E no X1 desta semana vou falar (antes tarde do que nunca) de um jogo considerado icônico para esta geração que está se encerrando, vencedor de prêmios e ultimo capítulo de uma saga de extremo sucesso. Bioshock Infinite!

Bioshock é uma série de jogos do gênero ação/FPS (tiro em primeira pessoa), para PC/Xbox360/PS3. Uma série de extremo sucesso produzida pela Irrational Games iniciada lá em agosto de 2007.

Na série inicial (Bioshock 1 e 2) controlamos um personagem chamado Jack, que após um acidente de avião, vai parar na cidade de Rapture, uma espécie de metrópole distópica no fundo do oceano onde o primeiro e segundo jogo se passam. Bioshock Infinite está conectado aos dois jogos anteriores apenas de uma maneira bem sutil, tendo pequenas referencias a itens utilizados nos jogos anteriores e uma rápida passagem do personagem pela cidade de Rapture.

Bioshock Infinite nos coloca na pele de Booker Dewitt, um homem misterioso, aparentemente uma espécie de detetive particular veterano de outras batalhas. No início do jogo por algum motivo Booker está a bordo de um pequeno bote com mais duas pessoas, aparentemente um casal que adora discutir um com o outro. Após desembarcar em uma ilha com um farol marítimo no centro, vemos que Booker está devendo “Algo” a “Alguém” e o cobrador desta dívida deixou mensagens nada amistosas informando que se ele não pagar sua dívida algo bem ruim vai acontecer. Através deste farol então Booker é transportado para o cenário principal do Jogo. Columbia, uma utopia localizada nos céus acima das nuvens.

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O Objetivo é achar uma menina chamada Elizabeth. Aparentemente é com ela que ele conseguirá pagar a sua dívida. Elizabeth se localiza no alto de uma gigantesca torre em forma de anjo onde ficou presa durante toda a sua vida e é observada. Vemos que Elizabeth sonha em ser livre e ir para Paris e também que ela possui uma habilidade especial muito poderosa. Ela consegue abrir fendas no espaço tempo para outros lugares e mais pra frente na história vemos que até mesmo para outros universos paralelos.

Durante o jogo acompanhamos o desenrolar da história entre o senhor Dewitt e Elizabeth. O desenvolvimento de ambos é impressionante, e facilita muito a sua entrada e imersão em Columbia. O tiro em primeira pessoa te traz o medo de morrer em uma batalha, mas as coisas não são impossíveis ao ponto de lhe dar raiva, afinal a sua companheira não precisa de proteção, muito pelo contrário, além de Elizabeth se proteger em um tiroteio ela ainda vasculha o campo de batalha em busca de medicamentos, Vigores e munição.

Um dos pontos altos do jogo é a quantidade de Plot Twists nos momentos certos. Você inicia a história achando que a missão é simples, Resgate a garota, arrume um transporte e caia fora. Mas as coisas vão se complicando e vemos que sair de Columbia não é assim tão fácil quanto pensávamos. Aos poucos vemos não só as suas habilidades crescerem mas as de Elizabeth também, proporcionando novos caminhos a serem seguidos na história. O mistério caminha conforme pegamos os Voxofones (aparelhos de gravação de áudio como pequenos diários) espalhados pela cidade e vemos que Booker está mais envolvido com a cidade de Colúmbia, seu governante Zachary Comstock, o Profeta e Elizabeth, do que ele imaginava. Existe uma religião que segue Comstock cegamente como seu salvador, o que coloca Booker no papel do Falso Pastor, o que não facilita em nada o seu trabalho.
De maneira técnica, só tenho a elogiar este jogo. Joguei sua versão para PC, e BUG é um termo desconhecido para este Bioshock. O gráfico de altíssima qualidade te insere em Columbia de tal maneira que somente jogando para você entender do que estou falando. A visão inicial da cidade no momento em que você acaba de chegar, é de congelar. Parei por cinco minutos só para admirar o que estava vendo. Já o design levemente cartunizado dos personagens acaba trazendo um charme a mais. Elizabeth passa por algumas transformações em seu visual conforme sua evolução na trama e isso impressiona ainda mais. Sobre a trama, seguindo o rumo do que falei acima, é uma história que te surpreende fodamente. Plot Twists nos momentos mais inesperados, e quando você pensa que finalmente está seguindo por um caminho que vai te levar a um objetivo final, SUPRISE MOTHERFUCKER! Vai se ferrar um pouco mais pra chegar lá!

O fim do jogo, em especial toda a sequência final até os créditos, compõe o que na minha opinião foi um dos finais de games mais perplexos que já presenciei. Após me esforçar para pegar todos os Voxofones, e explorar ao máximo a história do jogo e dos personagens, o fim do jogo foi bem inesperado e ao mesmo tempo satisfatório. Mas não posso esconder o choque que tomei por não esperar em nenhum momento o que iria acontecer. Levemente assustador e do meu ponto de vista, Genial. Mas para entender você realmente tem que se atentar ao fino da história mostrada no jogo.

Este foi com certeza um dos jogos que marcaram a geração passada de tal maneira que ao se lembrar da mesma, lembraremos de jogos chave. Bioshock infinite é com certeza um destes e altamente recomendado a todos, que sejam fãs ou não do estilo FPS. Posso dizer que esse é um exemplo de Roteiro Original que toda a Hollywood deveria seguir.

ERIC_ASS

  • Vou brindar a matéria e o retorno de meu PS3 jogando-o! Epic Eric!

    • Eric

      Faz muito bem Thiago! Esse é um daqueles que não podemos morrer sem jogar