Saudações nação Renegada!

Em uma SR um pouco diferente das outras, convido a todos para embarcar na time machine nessa homenagem aos 74 anos de um dos maiores artistas de toda a história do universo!

Ready? Hoo-ha!

Em 25 de Abril de 1940, na região de East Harlem em Nova Iorque, nascia Alfredo James “Al” Pacino, filho de descendentes de italianos, ambos vindos da Sicília. Conhecido como “Sonny” em sua juventude, quis ser jogador de baseball, largou quase todas as aulas na escola (menos o inglês), até chutar o balde de vez e sair de casa aos 17. Agora perseguindo a carreira de ator, fez vários bicos como mensageiro, zelador, “office-boy” e derivados, afim de pagar suas aulas. Passou por poucas e boas, morando na rua, no sofá de amigos, e em teatros abandonados, até conhecer seu futuro mentor e melhor amigo Charlie Laughton, na HB Studio. Em meio a trancos e barrancos, passou 4 anos aperfeiçoando sua arte, até passar na audição da Actors Studio (onde hoje é co-presidente ao lado de ninguém menos que Harvey Keitel). Agora situado em Manhattan, Al estudou o “Method Acting” de Stanilavski, onde forjou a arte da imersãocom o ícone Lee Strasberg. E então meus amigos, a grande virada na vida do nosso herói começou.

De 1967 à 1969, dedicou-se ao teatro, até fazer uma ponta no filme Me, Natalie, filmeco bunda independente que serviu para garantir seu primeiro contrato com uma agência profissional (CMA). Não tardou para que fosse notado, e em 1971 co-estrelou The Panic in Neddle Park (esse vale a pena conferir), chamando a atenção do estreante e inexperiente diretor Francis Ford Coppola, que escolheu Pacino à nomes como Robert DeNiro e Robert Redford para dar vida a Michael Corleone em O Poderoso Chefão.

A porta do mundo da Sétima Arte tinha acabado de levar uma bica.

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Em 1973, mais dois filmassos f*d@s colocaram Pacino à luz da Academia e do mundo: Serpico (muito animal, corram atrás) e O Poderoso Chefão II. Na reprise de seu papel como Michael Corleone, agora encabeçando a família com mão de ferro, recebe sua terceira indicação ao Oscar, impressionando toda a crítica com uma atuação incrivelmente intensa.

Logo ali em 1975, chega às telas Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon), do mesmo diretor de Serpico, com Al interpretando Sonny Wortzik, de roteiro baseado em uma história real de assalto à banco, rendendo mais uma indicação ao Oscar de melhor ator.

Pulando para 1983, Pacino encarna o cubano traficante maluco homicida “aspirador de póTony Montana no violentamente (pra c@r@#%0!) controverso Scarface! Em um dos papéis mais marcantes de sua carreira, por razões óbvias passou batido pela Academia, mas botou um belo Globo de Ouro em sua prateleira.

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Fato curioso: essa película é um remake do filme homônimo de 1932.

E houve um ligeiro hiato durante a década de 1980… o melhor ainda estava por vir.

Agora nos anos 1990, chegamos ao topo da pirâmide! Sem enrolação, temos Al como o vilão de Dick Tracy! Baseado nas tirinhas de mesmo nome, e datado “até os caule”, podemos ver um lado não tão mobster/gângster dele na pele de Alphonse “Big Boy” Caprice. Dividindo a tela com Madonna, o filme partiu opiniões ao meio (acho o filme muito legal até hoje), e rendeu mais uma indicação de ator coadjuvante na Academia ao nosso herói. De novo na trave!

No mesmo ano, o vemos de volta ao papel de Michael Corleone para fechar o arco de Mario Puzzo e Coppola em O Poderoso Chefão III! Apesar de ser considerado o ponto baixo na trilogia, é marcado pelo Pacino de voz inconfundível, sorrisos sarcásticos e overacting perfeitamente balanceados. Até hoje a cena final me esmigalha o coração, e fecha a história de maneira impecável.

Se você é mais novinho(a) e não viu a trilogia, fica uma dica: tire um sábado, e assista os três filmes sem interrupção. Repito esse ritual no mínimo 4 vezes ao ano.

Em frente, chegamos a 1994. Além de ano do Tetra, foi o ano em que o filme que consagrou Pacino para toda eternidade como maior ator desse lado do Cosmos, e que pontuou minha vida e meu caráter foi lançado: na pele do cego veterano de guerra Tenente Coronel Frank Slade, Perfume de Mulher chega às telas. Não consigo colocar em palavras o impacto, a sutileza, a vigorosidade e o fator hipnótico que o personagem exerce sobre o telespectador. Vez após vez, um novo nuance, um detalhezinho mínimo no Tango, nas lições de vida sem igual à Charlie, outra frase de efeito é tatuada em minha mente. E finalmente, FINALMENTE a justiça é feita! De forma avassaladora, o Coronel Slade leva o Oscar de Melhor Ator (P*r#@!!!).

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Mesmo tendo atingido o topo da colina de sua carreira, mais bons filmes estavam por vir.

Em 1993, recebemos o ótimo O Pagamento Final (Carlito’s Way), onde acompanhamos a saga de redenção, amor e violência de Carlito Brigante, contando com a direção de Brian de Palma e ótima co-atuação de Sean Penn.

Na sequência temos o primeiro “crossover” de Pacino com DeNiro em Fogo Contra Fogo (The Heat), que ganhou a crítica e um espaço na minha coleção, Donnie Brasco com Johnny Depp e também muito bom, e o icônico O Advogado do Diabo com Keanu Reeves e Charlize Theron, onde Pacino leva seu overracting ao ápice! EPIC! Não se deixe levar por críticos de tênis verde e veja todos eles.

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Já nos anos 2000… muito cuidado! Nessa década, podemos salientar o incrível Insomnia, dirigido pelo nosso amado Christopher Nolan. Contracenando com Robbin Williams e Hillary Swank, somos apresentados a um intrigante thriller psicológico de roteiro bem amarrado, com atuação comedida de Pacino.

Fechando a filmografia, O Recruta, 88 Minutos, e Tudo Por Dinheiro (com Matt McConaughey) são bastante medianos, enquanto As Duas Faces da Lei, Jack e Jill, e Treze Homens e um Novo Segredo devem ser evitados (eu avisei!).

Não tendo que provar mais nada à ninguém, Al Pacino é um bastião, um ícone, um mestre sem igual e exemplo a ser seguido pela nova geração. E não apenas exemplo de devoção e amor à arte, mas exemplo de vida e perseverança. Que venham muitas luas mais!

E como diria Frank Slade: “O dia em que paramos de olhar Charlie, é o dia em que morremos”.

Comentem, critiquem, xinguem e/ou mandem bitocas nos comentários.

Um forte abraço do titio Drake!

ASS_THIAGO

  • Post phoda pra ca$;@/&:… Show!

  • Barbara Lopes

    Nossa, arrasou na descrição de perfume de mulher! Material muito bem sintetizada e gostosa de ler. Adorei!

  • Bela homenagem Bro….otimo texto!!!!

  • Diogo Filho

    Texto muito bom e gostoso de ler. Al com certeza deveria ter acesso a essa homenagem.

  • Aê garoto, parabéns pelo post! O Al Pacino é um p* ator, adoro ele em Perfume de Mulher. Como você falou, é indescritível a atuação do cara.

    Tbm não podemos esquecer do Diabo. Ele é, provavelmente, o meu Lúcifer favorito, do ladinho do Peter Stormare em Constantine (Hello John, hello. I didn’t think you would make the same mistake twice. And you didn’t, did you? <3).

    Muito sensa. Quero ver de novo agora, aheuaehuaee.

    Bjs!