SR63

Filme visto em: 21 de dezembro de 2013 | Cinemark Shopping Eldorado – SP

SINOPSE

A película é baseada na fantástica e sofrida história de Solomon Northup e seus relatos, um homem ímpar que luta pela sobrevivência, liberdade e justiça.

No período pré-Guerra Civil dos Estados Unidos, Solomon (Chiwetel Ejiofor), um homem negro livre do norte de Nova York, é ludibriado, sequestrado e vendido como escravo. Diante de tanta crueldade e sadismo, evidenciados por um dono de escravos (Michael Fassbender), Solomon luta não só para se manter vivo, mas também pela sua dignidade. No décimo segundo ano dessa odisséia miserável, Solomon encontra-se casualmente com um abolicionista canadense (Brad Pitt), que muda o curso de sua vida para sempre.

CRÍTICA RENEGADA

Avante Renegados! Com um atrasinho modesto de quase 5 meses, finalmente chega à terras e telas brasileiras a obra-prima 12 Anos de Escravidão! Me arrisco a dizer que a anos não ficava tão chocado, tocado, e apaixonado dessa maneira por um filme. Vamos ao porque, spoiler free claro, fiquem tranquilos!

Com uma linguagem direta e reta, sem maiores floreios, somos apresentados ao protagonista Solomon Northup e sua família. De ascendência africana, residem em Nova Iorque, felizes e livres. Nosso herói é um exímio violinista de talento ímpar, alfabetizado e muito inteligente. Mas, desde os tempos mais primórdios, a felicidade alheia incomoda mais que tudo, e é ativada a metralhadora de merda…

Após aceitar uma irrecusável oferta de trabalho, Solomon é ludibriado por dois “malandrilsons” sangue-ruim e retorna a condição de escravo, passando por torturas, humilhações, e é brutalmente separado de sua família.

Desse ponto em diante, acompanhamos o dia-a-dia com seus “donos”, Willian Ford (Cumberbatch) e Edwin Epps (Fassbender). Ford é aparentemente um homem bondoso, que tenta ajudar Solomon, mas sem sucesso… Benedict, mesmo em um papel de suporte, contribui veemente para o crescendo da trama. E claro, não tem como não ressaltar a atuação espetacular de Fassbender, que rouba a cena e causa indignação por tamanha filhadaputagem zipada em um só personagem, ao lado da amarga e sádica esposa Mary (Sarah Paulson), mulherzinha muito da lazarenta diga-se de passagem. Em meio a tanta infelicidade, nosso sofrido protagonista encontra sua catarse na jovem Patsey (Lupita Nyong’o), vítima principal dos maus-tratos físicos e psicológicos e abusos do supracitado senhor Epps.

Inusitadamente, somos apresentados ao andarilho Bass (Pitt), um homem com ideais abolicionistas e equalitários, que interage com Solomon de forma incrível e crucial. Daí pra frente, a história encontra seu turning point, e caminha para um desfecho de esmigalhar o coração.

Considerações finais: o longa tem um ritmo dinâmico, estética dark e claustrofóbica, retratando com extrema perfeição cada sentimento por trás de cada cena. Com fotografia e direção de arte incríveis, atuações de tirar o fôlego, cenas extremamente realistas, e uma história poderosíssima sobre a barbárie sem limites do homem em frente ao poder, nos é entregue essa voadora na cara, que DEVE ser vista por todos.

Como disclaimer pessoal, gostaria de dizer que não concordo com a censura. Recomendo que apenas maiores de 16 anos, e não 14 assistam, pelo conteúdo denso, cru e real do plot.

Fico na torcida para que ao menos 7 das 9 indicações ao Oscar tenham conversão positiva, mesmo tendo adorado O Lobo de Wall Street.

Nos vemos em breve na resenha do livro que inspirou essa obra espetacular.

Não economizem nos comentários, insultos e mamilentos abaixo! #AVANTE!

NOTA: icon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clap

Direção: Steve McQueen.
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, Benedict Cumberbatch, Brad Pitt, Paul Giamatti, Lupita Nyong’o, Sarah Paulson, Alfre Woodard, Bill Camp, Chris Chalk.
Roteiro: John Ridley.
Autor da obra original: Solomon Northup: 12 Years a Slave (1853).
Produção: Brad Pitt, Dede Gardner e Jeremy Kleiner
Edição: Joe Walker
Fotografia: Sean Bobbitt
Trilha Sonora: Hans Zimmer
Gênero: Drama/Biografia
País: EUA
Duração: 135 min.
Ano: 2013
Estúdios: Summit Entertainment, Regency Enterprises, River Road Entertainment, Film4 e Plan B.
Classificação: 14 anos

ASS_THIAGO

  • Começou com o pé direito bicho, muito boa a resenha, eu já estava com vontade de ver esse filme, agora tenho que ver antes do Oscar de qualquer jeito. Melhor eu fazer umas abdominais antes pra aguentar a porrada =D

  • Oooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrrrram, adorei. Muito bom seu texto, moço. Estou louca pra ver 12 Anos de Escravidão, já estou até com o livro que serviu de base pro filme 😡

    Aliás, os filmes que estão concorrendo ao Oscar este ano são muito, muito bons. Há muito tempo não via concorrentes tão equilibrados. Achei Trapaça um saco, apenas, mas os demais tem muito potencial.

    Abraço!

    • Senhorita, primeiramente, MUUUITO obrigado!!! Eu é que agradeço sua atenção e carinho!!! =D

      E você tem absoluta razão… esse ano fomos brindados com filmes incríveis pra compensar a facada no coração que foi o Hobbit! Um brinde!

      Beijo no coração, e novamente, muito obrigado! ^_^

  • Sobre o filme: todas as pessoas da sala em que me encontrava, no Cinemark de Niterói – RJ, não conseguiram sair até acabar os créditos. Impressionante.

    • Que demais cara! Espero que você também tenha gostado (tanto da humilde crítica, quanto desse filme fantástico!

  • Diogo Martins Ribeiro Filho

    A crítica me deu vontade de assistir o filme, mesmo que seja após o evento do oscar americano.
    Parabéns!

  • Obrigado pai!!!