VITRINE_PQN_ESTRATEGIA

Aos adaptados renegados, sejam todos bem vindo a nossa coluna científica, aquela ciência marota, ciência arte, ciência moleque, abrindo diálogo para conversarmos sobre as particularidades do nosso pálido ponto azul . Hoje é dia de Nada Disso!

E mais Discovery Channel do que nunca, hoje vai ser aquela sessão “Os Bichos” que seu pai, tio ou avô adorava assistir na cultura e na época você talvez como eu achava esses programas chatíiiiissimos, com flertes de algumas curiosidades para falar na escola, e um pequeno apanhado de erotismo animal bizarro como acasalamento de alces ou caramujos (delicinha neah!?).

Algumas coisas me chamavam a atenção e hoje como biólogo gostaria de compartilhar com vocês algumas das artimanhas mais admiráveis dos organismos na luta pela perpetuação da espécie e sobrevivência. As estratégias as vezes são utilizadas por mais de um organismo, por isso não farei uma lista e sim focarei nas estratégias que a vida desenhou em seu mais de 3 bilhões de anos de existência.

Estrategistas k e r

Em ecologia até existe uma nomeação que já separa os indivíduos em dois grupos adeptos de estratégias diferentes durante a vida, isso baseado em uma equação elaborada por um matemático chamado Pierre F. Verhulst que determina que a taxa de crescimento de uma população varia durante o tempo.  Pra quem já sentiu a leveza do ” boiar” neste comecinho vou integra-los de alguns termos, quando eu disser população pensem em grupo de organismos da mesma espécie de uma determinada região. Aqui o K simboliza capacidade de suporte, ou seja, os fatores que limitam o crescimento de uma população como, disponibilidade de alimento, água e abrigo e o r está relacionada a taxa de crescimento. Essas letras fazem parte desta formula de Verhulst e como distinguem bem dois padrões temos que:

Populações K estrategistas ficam restritas a capacidade de suporte, sendo assim são populações extremamente competidoras,maiores, com alto investimento em sua prole para que aprendam a vencer essa competição, sendo assim eles não tem muitos filhos e investem bastante nos poucos que tem ( a menos que surja um “bolsa família selvagem” aí lascou tudo!) para conseguirem alimento e superar os obstáculos que virão durante a vida. Geralmente as populações que adotam essa estratégia exercem cuidado parental ou seja tem mamãe e papai até o filhote ficar adulto, .

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Já a galerinha r estrategistas são populações que não possuem esse fator limitante da capacidade de suporte. Tem vida curta, então podemos entender que é como se eles seguissem uma filosofia “a vida passa rápido então me joga no mundo que eu não me chamo Raimundo!”.

Como qualquer louco desvairado toda vez que é possível se reproduzem gerando muitos indivíduos, mesmo que apenas uma pequena parcela consiga chegar a vida adulta, eles colocam filho no mundo e deixam os seus descendentes expostos a própria sorte, aqui cuidado parental não existe. Pode parecer cruel mas um exemplo de r estrategista são insetos como os gafanhotos, e notem tem muito gafanhoto no mundo.

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É muito interessante se compararmos como essas duas formas de comportamento na natureza se mostram, uma dança de crescimento e diminuição entre populações que gera um equilíbrio dos ecossistemas.

Focando agora em estratégias mais particulares dos organismos para se manterem vivos, vale lembras que as plantas também elaboraram joguetes na batalha pela sobrevivência. Não é necessário muito para imaginar pelo que as plantas competem, luz, água e no caso das angiospermas (plantas que geram flores e frutos) a atenção dos polinizadores. Fica difícil acompanharmos na nossa condição humana essas “tretas verdes” mas alguns vídeos com câmeras aceleradas nos proporcionam admirar o balé em busca de luz de algumas plantas. Dica de uma ótima série de documentários “A Vida Secreta das Plantas” estes primeiros minutos já mostram uma elaborada estratégia para sobrevivência de uma planta chamada monstera.


Dentre os animais a lista é longa mas vou evidenciar aqui as principais saídas na hora de sobreviver, principalmente quando se fala de se proteger de predadores como largar para trás uma cauda se remexendo pra poder fugir numa boa como fazem alguns lagartos e lagartixas, ou outros membros como pernas/tentáculos, como fazem estrelas-do-mar e polvos, isso é chamado autotomia.Pode parecer nojento mas tem quem seja mais ignorante no reino animal, as holotúrias ou pepinos do mar possuem uma forma de defesa digna de filmes de terror, fazendo uso do órgão de Cuvier que lança parte de suas vísceras, mais especificamente de seu intestino ou parte de um sistema de tubos conhecido como árvore respiratória, por ser pegajoso esse sistema de tubos pode imobilizar seu agressor ou simplesmente rompe-la do corpo para que o mesmo a devore enquanto o pepino-do-mar busca refúgio, Sim … ECA! Tem ainda, a primeira arte teatral da natureza que é o bom e velho fingir-se de morto, onde os gambás são detentores das melhores atuações, não distante de vários insetos que permanecem como mortos por um bom tempo.

Assim amigos diversas estratégias rondam nosso mundo vivo, listas e mais curiosidades podem ser conferidas nos links aqui abaixo. Espero que tenham curtido e não deixe de compartilhar e deixar seu comentário.

http://www.euquerobiologia.com.br/2013/01/especies-k-e-r-estrategistas.html

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quais-sao-as-estrategias-de-defesa-mais-estranhas-do-mundo-animal

http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fzva/article/viewFile/2184/1700

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