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Se tiver aquela baita faxina pra fazer e o ânimo tá beirando o zero absoluto, caso uma boa setlist for montada, as horas quase que voam com a poeira que se vai, ou aquele momento romântico, com aquela música que nunca falha (seus danadinhos!) podemos definir aí um bom fechamento de um encontro ou de uma variada na rotina. Assim temos da labuta aos planos de sedução, a presença desta prática humana tão disseminada no nosso dia a dia que não tem horizonte bem definido de um começo, como se sempre estivesse estado conosco.

A sensação agradável de ouvir uma melodia toca até o mais vil dos corações, aciona em nós sentimentos, movimentos e memórias, não nos fazendo duvidar de seu poder, mas afinal de onde vem tal poder? E o que sabemos sobre o que a música pode nos gerar? Esse arranjo e combinações de sons e silêncio pode lhe causar bem mais do que um isolamento dos sons externos, mas uma experiência bem interessante sobre a complexa e única sensibilidade humana.

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Como já disse anteriormente, datar o início da do apreço humano pela música é um desafio para os historiadores, todas as culturas antigas possuem indícios da presença desta arte, é estipulado que a música seja um hábito a algo em torno de cinquenta mil anos, onde desde os primeiros esboços de sociedade das tribos humanas na África, artefatos de percussão e sopro já indicavam que a música era algo implícito aos grupos da época. Provavelmente o uso de canções era uma ferramenta de se transmitir contos, ensinamentos e crenças. Sumérios, egípcios, culturas antigas chinesas e indianas possuíam cada um a sua maneira manifestações musicais que lhes supriam as necessidades principalmente de manifestar suas preces quanto às colheitas durante ano.

A teorização da música teria se iniciado no sempre polo cultural ocidental: Grécia, em torno de quinhentos anos antes do início da era Cristã. Pitágoras acreditava ser a matemática e a música a chave para o segredo do universo (Alguém devia compor uma música chamada “42” pra ele … entendedores entenderão ).

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Bom mas indo direto ao ponto, hoje nós somos agraciado com uma diversidade de gêneros musicais pra todos os gostos, mas por que isso nos prende tando?

Primeiro essa arte danada mexe com a gente! Incita atividades em regiões mais recentes filogeneticamente em nosso cérebro como o neocortex, mas também gera atividade em outras mais antigas como o cérebro reptiliano ( não venha falar de aliens na casa branca) que é o nome dado às regiões do cerebelo, tronco encefálico e amigdala cerebral. Embora o caminho da música em nosso organismo seja o mesmo que qualquer som, onde, o aparelho auditivo, aqueles três ossinhos famosos bigorna, estribo e martelo que o Beakman nunca me fez esquecer, estimulam as células ciliares que mandam as informações para os nervos auditivos até o lobo temporal numa região chamada córtex auditivo, este distingue altura e timbres do som, daqui por diante várias áreas do cérebro entram num sistema de comunicação onde aquele som vai ser reconhecido, familiarizado, acessando sua memória, , bem como as áreas de regulação motora e emocional como o cerebelo e a amígdala (que vai te fazer chorar se for aquela dor de cotovelo bonita) e um pequeno núcleo de substância cinzenta (núcleo accumbens, ta na figura aqui embaixo) relacionado ao sentido de prazer e recompensa.

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Muitos estudos demonstram a importância da música como ferramenta contra ansiedade e depressão, males que afligem muitas pessoas hoje. Em casos como pré-operatórios e pós-operatórios, observou-se que a ansiedade dos pacientes que seriam ou foram submetidos a operações complexas, são bem reduzidas, tendo que a música estimulou a produção de hormônios do sistema parassimpático como a acetilcolina, que tem uma função vasodilatadora ou seja, dilata os vasos sanguíneos fazendo com que se reduza também a pressão arterial.

Bom, poderia dissertar por linhas e linhas dos benefícios que ouvir ou produzir música pode gerar, mas, prefiro ver mais informações sendo somadas aqui nos comentários. Quem quiser saber mais sobre a música e suas ações na história humana pode pegar aqui alguns links que usei de referencias:

http://journals.kums.ac.ir/ojs/index.php/jkums/article/view/174

http://www.infoescola.com/musica/historia-da-musica/

http://www.amusicanaescola.com.br/pdf/Mauro_Muszkat.pdf

asspdc

  • Olá Pcd e Renegados!
    É meu primeiro comentário na page de vocês, e devo dizer que eu gostei muito deste texto. Isso me fez lembrar um assunto relacionado a este. Quando somos bebês, nos utilizamos do som da voz dos pais para nos sentirmos em ambientes seguros. Em qual área cerebral este tipo de incentivo deveria atuar? Desculpe por te trazer mais dúvida, ao invés de acrescentar hahaha
    De qualquer forma queria parabenizar vocês pelo cast e pela page, assim como também dizer que foi uma honra tê-los conhecido.
    Abração, Luanda.

  • Muito boa a matéria! A música é uma parada extremamente curiosa mesmo. O que mais me surpreende é que ela é uma linguagem única fazendo com que independentemente do idioma você sinta empatia por uma determinada canção, quantas musicas em inglês ouvimos e curtimos na infância/adolescência sem ter a minima ideia do que a letra nos diz, mais do que isso pudemos nos emocionar a ponto de chorar com canções de anime que são letradas em japonês. Acho esse efeito fantástico e único, arte em geral costuma ter esse tipo de capacidade e é por isso que alguns artistas são tão cultuados a ponto de se tornarem “eternos”.

    Alias falando em culto, outro aspecto interessante que vc levantou foi o da musica em forma de culto e adoração, acho esse outro aspecto bem interessante. De acordo com a Bíblia Davi antes de ser Rei tocava Harpa para acalmar o então Rei Saul que era atormentado por espíritos ruins.

    Uma fábula que gosto bastante é “O Flautista de Hamelin” aquele que encantava os ratinhos tocando flauta…

    Acho todas essas historias muito legais, seja real ou um conto mostra o tamanho do poder daquela que é considerada a primeira arte. =)

  • PDC

    Luanda ( não te chamarei de Luana não chamarei) é preciso complementação e estou na base do uso do que sei porque não achei trabalhos que esclarecessem isso, mas creio que deve ser tudo voltado ao hipocampo, região envolvida com a memória de longo prazo, provavelmente esta seja uma das primeiras lembranças que um bebê terá que armazenar por mais tempo, visto que nos primeiros meses a visão não é o sentido mais aguçado dos pequeninos. Odores e sons são as informações que ele tem do mundo, mundo este que é 90% mamãe 😉

    • Luanda

      Obrigado pela resposta Pdc(agora foi certo)! Eu reparei muito isso quando tive meu sobrinho. Minha voz e da minha mãe são bem parecidas, e quando eu peguei ele pela primeira vez, ele começou a chorar, mas assim que eu falei com ele, ele acalmou. Acho realmente que foi por conta da voz 🙂

  • PDC

    Brubs, sensacional esse conto e exemplos, eu me lembro do cachorro do pica pau cantando para o urso não acordar rs Badabadibii dubuduaaa dabadadeebe dabdabaa hauhauhuahuhauhau