Vitrine_Post_JR_QUEEN

Algumas vezes na existência, gênios surgem para enriquecer o mundo com sua arte e/ou habilidades. Como falei no Jukebox anterior, estes gênios podem vir de qualquer lugar e usar suas próprias vivências para fazer a sua parte na construção de uma sociedade melhor. (veja mais sobre Tupac aqui). Hoje vou citar mais um exemplo que contribuiu grandemente com a história da música mundial.

Poucos sabem mas Farrokh Bulsara antes de se tornar o Ícone da música, Freddie Mercury, morava em Zanzibar quando esta era apenas uma colônia britânica. Ele e seus pais, adeptos do Zoroatrismo, tinham uma vida tranquila e humilde. Farrokh frequentava uma escola local onde já tomava aulas de piano e era grande apreciador da música nacional e internacional. Durante os anos de escola, cresceu em popularidade devido a apresentações musicais onde demonstrava um talento sobrenatural para cantar. Mas nem com suas habilidades pode evitar o Bullying devido ao fato de ser “dentuço” e meio afeminado. Conforme crescia, tornou-se uma pessoa mais introspectiva mas foi capaz de conviver com os Bullys até o fim de seu colégio.

Após a Revolução Civil de Zanzibar, a família Bulsara finalmente se mudou para Londres, onde Farrokh, agora conhecido entre os amigos como Freddie, entrou em uma escola politécnica e para surpresa de muitos (principalmente do Bob e do Cido, se lerem isto aqui) formou-se como Design Gráfico! Tentando descobrir a que veio no mundo, Freddie passou por alguns empregos mas, mas sempre tratando do lado musical paralelamente. Suas referências, eram os clássicos ícones dos anos 50 e 60 como Little Richard, Cliff Richard, Elvis Presley e até mesmo, Led Zeppelin. Em 1969 entrou por um curto período de tempo no que seria a sua primeira banda, a Ibex. Integrou também um grupo local se destacando bastante como vocalista, mas foi só em 1970 que Freddie conheceria e se juntaria com o guitarrista Brian May e ao baterista Roger Taylor, para formar o trio Smile. Nome este que após algum tempo foi alterado para Queen, dando início assim a uma das maiores bandas da história.

A trajetória do Queen, foi nada menos do que essencial para música britânica e mundial. Considerados uma das melhores bandas de Rock do mundo, com músicas que permaneciam durante semanas no topo das paradas e nas melhores posições nas famosas listas da Billboard.

Os primeiros discos lançados venderam modestamente iniciando o nome Queen nas cabeças dos jovens britânicos, sem muita notoriedade dos principais consumidores de música do mundo, os Estados Unidos. Mas com a chegada do álbum Sheer Heart Attack, a fama começou a crescer para fora das fronteiras da rainha e além do Atlântico. Este álbum, encabeçado pela famosa Killer Queen, foi a porta de entrada da banda para o sucesso mundial

Agora imaginem algo grande se tornando 10 vezes maior e mais poderoso. Isso é o que pode ser dito do hype e da fama do Queen com o lançamento de A Night At The Opera em 1975, que além de trazer os sucessos Love Of My Life e You Are My Best Friend, entrou para a história com a poderosa Bohemian Rhapsody. Música esta, considerada por especialistas e críticos uma das melhores canções já feitas, misturando de maneira perfeita a Opera com o Hard Rock utilizando o tradicional piano e coros em conjunto com a guitarra/bateria/baixo. Foi feita assim, a assinatura de Queen no pedestal mundial da música.

As Turnês mundiais aconteciam sem pausas, enquando Freddie mostrava para mundo a que o pequeno e afeminado garoto da província veio finalmente. Os próximos dois anos foram seguidos de sucessos, como o lançamento de A Day At The Races, trazendo a Música Somebody to love (uma das mais regravadas músicas do mundo) e News of the World, emplacando os dois hinos We Will Rock You e We Are The Champions. Queen, foi a primeira grande banda da europa a incluir a América do Sul em sua Turnê, passando por aqui no estádio do Morumbi esgotando ingressos com uma rapidez inacreditável.

Muito mais foi feito por eles e muitos outros sucessos ainda vieram nos anos seguintes como Crazy Little Thing Called Love (essa fica de recomendação pessoal) e I Want To Break Free com seu clipe surpreendentemente engraçado. Mas infelizmente a lenda descobriu estar com seus dias de contribuição a arte, contados em 1987 ao ser diagnosticado como soropositivo. Após isso, Freddie dedicou-se praticamente o dobro em tudo que fazia, entre os projetos com o Queen e seus projetos solo paralelos. Fica um adendo especial para a Opera cantada por ele no álbum Barcelona que mostra ao mundo de uma vez por toda a superioridade vocal deste cara.

Freddie Mercury, completou muitas coisas marcantes para si mesmo e para o resto do mundo na sua vida, mas infelizmente, seu tempo chegou ao fim, no ano de 1991. Vítima de Broncopneumonia decorrente da AIDS, Freddie deixava para os fãs um legado que sobrevive até hoje nos que realmente apreciam e entendem música. Penso em todas as bandas que vieram após o Queen e vejo que apesar de algumas delas possuírem seus próprios gênios as suas próprias maneiras, nenhuma, pelo menos até agora, conseguiu a proeza de juntar a perfeição Vocal e Musical em uma única personalidade como fez Freddie Mercury. Entendam que me refiro exclusivamente a bandas e não a artistas solo, Isto pois segundo o próprio Freddie numa entrevista hilária a uma jovem Glória Maria da Globo, ele afirmou que não era líder de nada e muito menos um artista de destaque, e sim, apenas o vocalista de uma grande banda. Sim ele era.

Decidi escrever sobre ele depois de ouvir o anuncio de Brian May e Roger Taylor sobre uma nova turnê do Queen, com Adam Lambert (Vice campeão de um reality show músical) que acontecerá. Imagino a carga de responsabilidade que repousa nos ombros desse rapaz. Afinal de contas, uma coisa é fazer uma bela homenagem, mas outra, é tomar o lugar de um titã nos palcos. Boa sorte cara!

ERIC_ASS

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