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SINOPSE
O livro Battle Royale pode ser definido com uma história Insanamente Divertida. Quarenta e dois estudantes japoneses que acreditam estar partindo para uma excursão de escola, são largados em uma ilha, equipados com armas, um kit de sobrevivência básico e somente uma instrução: apenas um de vocês sobreviverá.

CRÍTICA RENEGADA

Peguem sua metralhadora favorita, sua foice de estimação e seu kit de sobrevivência porque a partir de agora vou falar de uma das distopias mais malucas e sanguinárias já escritas: Battle Royale.

O Japão como você conhece já não existe mais.  Ele faz parte da Grande República do Leste Asiático. Um país totalitário e repressor que para poder controlar o ímpeto dos jovens cria um programa em que os alunos de uma turma do ensino fundamental escolhida de forma aleatória, são levados para uma área isolada para que possam participar de um jogo. O jogo em si é simples, cada aluno recebe uma arma. Pode ser uma pistola, uma metralhadora ou uma espingarda. Mas também pode ser uma faca, uma tesoura e até mesmo um arco e flecha. Junto dessa arma é fornecido um kit de sobrevivência e a partir daí você está por conta própria. Apenas um aluno pode sobreviver.

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Precisei ler apenas algumas páginas do livro para automaticamente ficar fã da história. A forma como o autor Koushi Takami narra os acontecimentos do jogo é sensacional. Aos poucos você vai conhecendo a vida de cada participante apenas para chegar no ponto em que você sinta algo quando ele toma uma flechada, ou um tiro na cabeça e até mesmo pule de um penhasco.

O Livro vai seguindo com os personagens morrendo capítulo a capítulo (na maioria das vezes mais que um de uma vez só) e em cada final aparece a frase “Restam 40 estudantes”, “Restam 31 estudantes” e assim vai até chegar no final com apenas um. Parece ser uma coisa simples mas que cria um ambiente ao ler o livro muito sombrio.
Em cada capítulo você vai conhecendo um pouco mais sobre a forma como o governo trata cada um dos alunos, suas famílias e até mesmo aqueles que comandam o jogo. Livro mais que recomendado a todos. Aliás, a todos com mais de 18 anos. Pois tem sexo, violência, sangue e tripas que deixaria Quentin Tarantino orgulhoso.

Mangá

O mangá de Battle Royale foi publicado em japonês de 2000 a 2005 no Japão pela Akita Publishing e em inglês de 2003 a 2006 pela Tokyopop. No Brasil a publicação foi uma tremenda bagunça. A Conrad começou a publica-lo em 2006 mas interrompeu na edição 12. Continuou assim até 2011 quando retomou a produção e finalmente encerrou a saga.  A história do mangá mantém basicamente a mesma do livro, mas se aprofunda mais na vida anterior dos personagens. Vale lembrar que ele foi todo escrito pelo mesmo autor do livro.

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Filme

Foi lançado em 2000 e manteve a brutalidade e violência presentes no livro. Em razão disso foi banido em vários países. Ainda teve uma continuação chamada de Battle Royale II: Requiem e até mesmo uma versão extendida denominada Battle Royale II: Revenge. Ambas as versões não tiveram o mesmo sucesso do primeiro filme.

Uma das curiosidades desse filme foi que ele credenciou Chiaki Kuriyama a fazer o papel de Go Go Yubari em Kill Bill.

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Termino essa resenha dizendo que esse livro foi a grande inspiração de Suzanne Collins para escrever Jogos Vorazes. Se você ler os dois livros, realmente percebe uma semelhança que chega a ser gritante.

Até a próxima e Avante Renegados.

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ASSMIKE

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