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SINOPSE

Numa viagem de férias em família, dois irmãos saem numa aventura infantil no meio da noite, mas apenas um deles volta a salvo para casa. Permanentemente assombrado pela morte do irmão, portador da Síndrome de Down, Matthew nunca desistiu de tentar entender o que aconteceu na fatídica noite e acredita ter descoberto uma maneira de trazê-lo de volta, neste comovente romance.

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CRÍTICA RENEGADA

Tudo começou com uma expectativa diferente, não sabia muito sobre o livro, mas mesmo assim, sua curta sinopse misteriosa me despertou devido interesse.

Nele conhecemos a história de Matthew, um garoto que só sabia ser o irmão mais novo de Simon, e que muitas vezes, tinha ciúmes, pois Simon necessitava de mais atenção por ser portador da Síndrome de Down. E essa era sua rotina, até Simon morrer.

É a partir desse acontecimento, que entramos em uma história um tanto quanto confusa, que nos leva as entranhas da mente distorcida por saudade, rancor e medo.

“Nunca senti o aperto tranqüilizador da mão de alguém na minha perna, eles nunca disseram que ia ficar tudo bem.”

Matthew tinha apenas 9 nove anos quando tudo aconteceu, o que levou sua mente ao desfragmento, por vezes ocasionada pela culpa. Simon também era só um garotinho, que morreu numa noite fria, sozinho e com muito medo.

O ponto alto do livro é que Matthew simplesmente não conseguiu absorver por completo o que tinha acontecido com o irmão, e pior, não soube lidar com a perda. O que afetou drasticamente sua saúde mental.

No decorrer de sua vida, Matthew passa por diversas instituições psiquiátricas para tratar a esquizofrenia adquirida com esse trauma, e já com 19 anos, ele começa a nos contar o que realmente aconteceu naquela noite por meio de sua memória falha e desordenada que vaga entre o passado e o presente.

“Quero falar da diferença entre viver e existir, de como era ser mantido em um hospital psiquiátrico por dia após dia após dia após dia após dia após dia após dia após dia após dia após dia após dia após dia após dia.”

Algumas vezes me senti muito confusa, pois não é fácil perambular pela mente atormentada de alguém que carrega uma culpa enorme e um desespero maior ainda.

Filer leva a narrativa de forma irregular, com flashes da vida de Matthew que por vezes não sabemos se é uma alucinação, ou se é realidade. Porém, ainda assim o autor consegue nos prender a trama fortemente, pois sempre elimina a confusão da história com ações sinceras.

“Onde a Lua Não Está” é um livro comovente, que nos fala de amor, família e lealdade. Que tem uma grande carga dramática, mas mesmo assim conseguirá prender e surpreender qualquer tipo de leitor.

Não é a toa que Nathan Filer ganhou o prêmio Costa Book Prize 2013. “Onde a Lua Não Está” é um livro que deve ser mais que recomendado, deve ser apreciado, sentido, amado. Uma história tocante, forte e sincera, que levará você por caminhos esplêndidos.

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