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SINOPSE

Com passagens por Brasília, Estados Unidos, China e França, O Vale dos Mortos baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia a transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro, ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para restabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo.

CRÍTICA RENEGADA

O ano é 2017 e com base em diversas religiões, o responsável pelo fim do mundo será a aparição de um grande planeta vermelho, que por acaso (ou não) entra em rota de quase colisão com a Terra. Seguindo esta linha contextual, Rodrigo conta a trama apocalíptica que tem como cenário São José dos Campos, São Paulo.

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Ivan, responsável pela família protagonista, acorda em um sábado caloroso com a intenção de resolver alguns assuntos e curtir o fim de semana ao lado de sua esposa e seus dois filhos pequenos. Porém, o que ele tinha esquecido é que aquele era o dia em que o planeta vermelho, conhecido como Hercólubos estaria em seu pico para melhor visualização a olho nu.

Quando o mesmo entra em seu ápice visual, algo extremamente estranho acontece. Misteriosamente esse planeta intruso causa mudanças drásticas em aproximadamente 70% da população mundial, que acaba sendo transformada em uma grande horda de zumbis.

Em “O Vale dos Mortos” você passará por uma montanha russa de sentimentos perturbadores. É um apocalipse! E não há como esse não ser um assunto delicado e aterrorizante.

Porém, o ponto mais importante do livro é como Oliveira soube abordar o tema de uma forma totalmente inusitada e única. Quando vemos um livro com tema “apocalipse zumbi” a primeira coisa que pensamos é que será apenas mais um contando a mesma história de sempre, para aproveitar a “modinha” dos Mortos-Vivos. Mas eu digo que “O Vale dos Mortos” possui grandes diferenciais que irão te prender do início ao fim, fazendo a leitura valer muito à pena.

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Oliveira tem o poder de te inserir na vida de personagens intrigantes, te fazer viver aquele momento, principalmente por se passar tão perto de casa. Além de abordar dilemas impensáveis para a sociedade atual, como a escolha de proteger um desconhecido, lutar pela vida de outros, e até mesmo arriscar a vida de sua família pela segurança e a chance de reerguer a humanidade.

Rodrigo de Oliveira mostra um gigantesco potencial brasileiro com a trama, que te deixará alucinado, tenso e muito orgulhoso. Orgulho esse tanto pela humanidade presente na história quanto pela grande obra que foi criada com base em um vasto conhecimento notadamente demonstrado pelo autor.

Minha única advertência é que “O Vale dos Mortos” deve ser degustado com parcimônia, para que se possa absorver todo o potencial dessa obra brasileira magnífica.

PS.: já estou aguardando ansiosamente pelo segundo volume da série.

AN2

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