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SINOPSE

Um hacker renegado, uma samurai das ruas, um fantasma de computador, um terrorista psíquico e um rastafari orbital num thriller sexy, violento e intrigante. De Tóquio a Istambul, das estações espaciais ao não-espaço da realidade virtual, o tenso jogo final da humanidade contra as Inteligências Artificiais.
Neuromancer é o primeiro – e ainda hoje o mais famoso – livro de William Gibson. É considerado não só o romance que deu origem ao gênero cyberpunk, mas também o seu melhor representante.

CRÍTICA RENEGADA

Avante Renegados, hoje essa resenha dará um pulo no futuro para falar de uma das obras mais importantes e mais influentes das décadas 80 e 90: Neuromancer.
É um livro ousado que trouxe a tona temas como por exemplo: Inteligência Artificial, implantes corporais e uma distopia no estilo cyberpunk sensacional.

O livro foi publicado em 1984 e conta a historia de Case, um Cowboy (que são como os hackers são chamados) que em razão de uma invas mal sucedido perde o direito de se conectar a Matrix. E sim, o nome esta correto.
Case é envenenado com uma Toxina que danifica seu sistema neural e assim o impossibilita de se comunicar com a famosa rede e a partir de então vive a margem da sociedade desempregado e sem perspectiva de sucesso.
Quando uma mulher em roupas de couro chamada  Molly tenta contrata-lo para realizar uma missão especial, Ele enxerga ali uma possibilidade de ser curado e ter sua antiga vida de volta.

No momento em que eu li Neuromancer pela primeira vez eu fiquei impressionado com tudo que o escritor sugeria como possibilidade de avanço tecnológico. Por mais que a historia por muitas vezes se arraste para contar algo é impressionante o tanto que ele influenciou e foi influenciado por obras marcantes literárias ou do cinema.

A influencia de Neuromancer em Matrix é absurda. Começando pela própria Matrix que no livro é como se fosse um grande servidor onde todos se conectam. Temos também o trio Neo, Trinity e Morpheus encontrado no livro em Case, Molly e Armitage. Molly é mulher misteriosa que usa roupas de couro agarrada e vem oferecer uma proposta a Case. Sim, ela é basicamente a Trinity (com a pequena diferença que ela tem implantes de olhos de inseto no lugar de seus olhos de verdade). Mas anos depois eu também fui descobrir que Molly foi a inspiração para criar Motoko, uma personagem do Mangá e Anime Ghost in the Shell.

Neuromancer é um clássico que obrigatoriamente deve ser lido. Ignore algumas partes chatas ou muito detalhistas do autor. Seu valor é inestimável para a cultura cyberpunk e muitas outras obras que vieram por sua causa.

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ASSMIKE

Meu twitter: @viciadoemler

  • Ótima resenha!

    Neuromanecer, pra mim, tem uma grande influencia. Muito se fala na estética cyberpunck, mas acho que se esquecem da trama policial, com personagens cínicos e reviravoltas muito boas. Considero como um dos melhores livros de aventura que já vi.

    Sobre as “explicações chatas” discordo. William Gibson cria um universo extremamente complexo e, na minha opinião, consegue explicá-lo dentro da narrativa, coisa que mesmo hoje em dia é difícil de encontráramos.

    Poxa, esse livro é tão importante que até merecia um podcast, hein??? kkk

    • Mike

      Mesmo que ele tenha criado o universo do Zero.. na minha opinião algumas partes são chatas sim. (mesmo que necessárias).
      Não podemos esquecer que o maior universo criado por um escritor que é Senhor dos Anéis… tem partes que dão sono!!!
      Tom Bombadil…. Vá pra p%@# que pariu!!! KKKKKK

      • kairo abade

        Ok. Mas não achei chato. Sobre o maior universo e tal…discordo. na minha opinião Duna é muito mais complexo…mas tbm não deixa de ter suas partes chatas! kkkk

        Mas, mais uma vez, boa resenha. Que venha mais sobre FC!

  • Cara, parabéns pela resenha. Este livro é de cabeceira, li a trilogia Sprawl mas esse em especial é um clássico, Tá no meu top 5.
    Tudo que eu sempre gostei relacionado a cyberpunk veio daí, tem seus defeitos, é meio arrastado e confuso às vezes mas não tira o charme e a grandiosidade desta verdadeira obra.

    Abraços

    • Mike

      É Branco… bem por ai mesmo. Algumas partes ficam confusas mas não tira em nada o valor do livro….

  • Que que eu vou falar do tio Mike… comprarei e lerei!

  • Aê Mike, maneiríssima a dica. O Branco me indicou esses tempos e eu quase comprei, mas ainda dei uma segurada por motivos de bufunfa 😛

    Mas meu aniversário tá aí né ahehaehae.

    Beijo!