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Muitas vezes jogamos games que gostamos, outras vezes jogamos alguns que simplesmente odiamos, mas de vez em quando surge um título, que pode ou não ser daqueles que esperamos o ano inteiro, que se diferenciam não pela jogabilidade, ou pelo gráfico ou pela história separadamente, mas sim pelo conjunto da obra. Alguns jogos especificamente, tem o dom de fazer você entrar no mundinho, e se emocionar com ele. Jogos com enredos que por vezes batem grandes obras da literatura e trazem ensinamentos valiosos. Hoje em dia Vídeo Games não são somente uma forma de entretenimento. Evoluíram para uma nova forma de arte de alguns anos pra cá com a capacidade de trazer sentimentos de diversos tipos a flor da pele, exatamente da mesma maneira que um filme marcante ou um livro fazem.

Alguns destes jogos nasceram ainda no início da história dos games, outros vieram nas gerações seguintes e são reverenciados de diversas maneiras pelo público. Mas o que torna um jogo tão especial? O que transcende a experiência de apenas jogar para algo mais?

“Arte é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir depercepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente.”

Se levar o conceito descrito acima a sério, você que é um gamer vai entender diversos títulos como obras únicas de arte. O gosto é muito específico. Cada jogo que supera as três expectativas tem um efeito diferente em cada jogador. Eu pessoalmente enxergo como obra prima o Jogo Kingdom Hearts. Para alguém que é fã da Disney e principalmente fã de grandes histórias épicas e personagens carismáticos, não há como não se emocionar com os finais de KH1, KH2 e Birth By Sleep.
Embora cada jogador possua uma opinião certa do que é uma obra de arte gamer, muitos concordam em alguns títulos específicos.
Um marco das gerações é segundo muitos dizem Shadow of the Colossus.

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Imagine um jogo simples. Com um objetivo apenas. Uma linha de história singela e facilmente compreensível. Um herói sem nome e um colossal vale para ser explorado a cavalo. Simples e objetivo. E mesmo assim, de uma beleza inacreditável. Muitos dizem que este jogo foi lançado fora de sua época, que ele devia pertencer a próxima geração, tamanha a grandeza de seus gráficos. A trilho sonora aplicada apenas nos momentos oportunos tornam a imersão assustadora, onde você realmente teme a morte nas horas de perigo. São 16 inimigos no mínimo 20 vezes maiores que você. E a única ajuda é a fiel égua, uma espada mágica, um arco e uma flecha e o conselho de uma entidade superior que até o fim, você não tem certeza se está realmente ao seu lado. Pessoalmente, joguei este jogo com afinco até o fim na era em que o PS2 era o mais top dos consoles. Até então apenas alguns títulos da série Final Fantasy e da série Chrono, haviam me comovido. Mas admito que o fim de Shadow of the Colossus é tão belo quanto todo o jogo. Para aqueles que não conhecem, Existe a versão remasterizada em HD na PSN.

Poderia colocar aqui um a minha opinião sobre FFVI e FFVII, também sobre Legend of Zelda Ocarina of Time, ou sobre a série Metal Gear ou sobre a série God of War, mas acho que vale a pena identificar um pouco mais da cultura Indie, que nos últimos tempos tem trazido verdadeiras obras-primas.
Muita gente fala de Jorney e de Limbo que de fato são jogos para serem lembrados, basicamente pelos mesmos motivos de Shadow of the Colossus: Simplicidade, Objetividade e beleza. Mas existem outros títulos dentro do crescente mercado Indie que merecem estar entre os grandes destaques. Um deles, que é pouco mais familiar é Bastion. A beleza minimalista dos gráficos aliados a força tradicional do bom e velho Role Playing game, é algo devastador para as gamers. Com uma história simples por si só, onde o protagonista The Kid deve juntar algumas rochas especiais para a construção do Bastião, para assim impedir o Apocalipse. As cores e ambientalização são tão poderosas que é possível sentir o peso e a pressão sobre o protagonista. Simplesmente incrível. A trilha sonora também merece destaque.

E finalmente um dos jogos que mais me emocionou nos últimos tempos. Não é nem de longe tão famoso mas a crítica o recebeu muito e recomendo fortemente a todos que querem entender na prática o conceito de um Jogo Arte. O nome do jogo é Brothers: A Tale of Two Sons. Joguei este título para PC a algum tempo e não consigo pensar em um exemplo melhor de jogo que transcende o simples “Jogar”. Aqui onde vemos as aventuras de dois irmãs pelo mundo onde vivem em busca da cura para seu pai doente, passamos pelo sofrimento e angústia de dos dois jogadores, unidos a um belo porém não Extasiante gráfico. Senti que a ideia aqui não era superar os três requisitos que citei lá em cima, mas criar sim criar uma ambientação forte o suficiente, para emocionar o jogador a cada pequeno acontecimento do jogo. E seu final, é simplesmente ineb3KUyPKbR7QEleve a questão do sentimento que falei ao triplo e você chegará perto do que a conclusão desta história te proporciona.

Como disse anteriormente, é impossível fazer com que todos que leiam isso, entendam o que quero dizer a não ser que sejam gamers, ou se em algum momento jogaram uma obra que emocionou de alguma forma. Para aqueles que acham que videogame é uma besteira ou puro e simples entretenimento, estes títulos citados são a prova de um novo universo no mundo das artes. Tão grande quanto a literatura e tão popular quanto o cinema. Novos e novos títulos vem surgindo com propostas cada vez mais interessantes. Vimos um pouco do que será o cenário Indie desta nova geração na E3 (Ouça nosso cast sobre a E3 Aqui) e assim podemos ter uma ideia do que nos aguarda e também do que pensam os produtores atualmente. Games deixaram de ser apenas games ah algum tempo. E tendem a ser muito mais nos próximos anos.

ERIC_ASS

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  • Miho

    Brothers é lindo ;-;